Ela passou quase 60 anos sem fraturar um osso, mas eis que, numa manhã de sol, ao aguar as plantas, escorregou no quintal e... punho e tornozelo quebrados.
A dor impossibilitava seus movimentos e fazia seus gritos de ajuda ecoarem baixinho, mas a visão que meu sogro teve ao finalmente acudi-la foi assustadora: os membros superior e inferior esquerdos encontravam-se numa posição anormal e impossível. Num ato de desespero ele a "endireitou" e levou ao hospital. Tratamento indicado era operação para colocação de pinos e placas nas duas fraturas.
Um pequeno detalhe: o plano de saúde após décadas sem uso havia sido cancelado semanas antes...
O destino lhe reservou uma maca no corredor do "PS" de um hospital público por longos 11 dias.
Com a mobilidade de apenas um braço e uma perna, contou com a ajuda da equipe de enfermeiros e das visitas dos filhos e do marido, nessa sua primeira temporada de "Corredor de Hospital" (alusão à série de TV "ER" - Emergency Room - da qual ela era fã).
A conclusão na próxima postagem: "Não tem tempo feio"
Forte abraço
Nenhum comentário:
Postar um comentário